segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Palestra no SENAC Registro

No dia 07/08 estive ministrando palestra aos alunos do Curso de Educador Social no Senac da cidade de Registro/SP, foi um dia bastante proveitoso e ao mesmo tempo muito prazeroso poder contribuir na formação de novos agentes da área social, futuros profissionais, que tenho certeza, farão toda a diferença !!!















quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Educação inclusiva é para todos !!!



Por: 

Gabriel Limaverde*


Cada estudante é único e, por isso, diferente. Tem uma trajetória de vida, preferências, um jeito específico de aprender, dificuldades, facilidades. Essa é a premissa básica da educação inclusiva: todos os alunos, com ou sem deficiência, são diferentes. Por isso é que se diz que, nessa perspectiva de educação, a palavra-chave é a diversidade. A deficiência é apenas uma característica, entre tantas outras, que diferenciam os alunos uns dos outros.
Para a professora Maria Teresa Mantoan, da Unicamp, autora de Inclusão Escolar — O que é? Por quê? Como Fazer?, a escola inclusiva tem como paradigma a diferença. Isto é, parte do princípio de que todos os estudantes são diferentes entre si, e que, portanto, as relações, tempos e currículos devem ser construídos de forma a atender a todos os estudantes em sua especificidade, seja ela “laudável” (isto é, passível de ser determinada em um laudo médico) como deficiência ou não.
A escola não inclusiva, ao contrário, tem como paradigma a igualdade. Ou seja, parte do princípio de que os estudantes são iguais entre si, e que os que apresentam variações exageradas devem ser tratados separadamente ou, simplesmente, excluídos da comunidade escolar. Esta escola trabalha com a idéia de estudante-modelo: um ideal de aluno com o qual todos devem parecer-se, exigindo que aprendam as mesmas coisas, da mesma forma e ao mesmo tempo.
É claro que, para atender com qualidade um estudante com deficiência, algumas adaptações são necessárias. Desde adaptações arquitetônicas (construção de rampas, aplicação de piso tátil, comunicação visual em braille, etc.), passando por mudanças nas práticas de ensino, até a abertura de salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE), são muitas as adaptações que a escola deve fazer. O fundamental a entender é que uma escola de qualidade é aquela que se abre para o atendimento dessas especificidades, incluindo aí ajustes na metodologia de ensino, avaliação e expectativas para as demandas de cada um, beneficia todos os estudantes, e não só os com deficiência. Em poucas palavras: as demandas das pessoas com deficiência melhoram a qualidade da escola como um todo, para todos.
O paradigma da inclusão escolar reflete uma longa história de luta das pessoas com deficiência, estudiosos do tema e ativistas da causa. As escolas brasileiras, especialmente as públicas, vivenciaram pelo menos três fases no que se refere ao atendimento de estudantes com deficiência. O infográfico abaixo ilustra essas fases.
O primeiro momento foi o da segregação. Nesse modelo, as escolas nem sequer chegavam a receber os estudantes com deficiência, uma vez que eles eram encaminhados a instituições especializadas, como APAEs e AACDs.
Em seguida veio a era da integração. Foi nesse momento que se criaram as “classes especiais”, nas quais os estudantes com deficiência, e somente eles, eram atendidos.
Em meados dos anos 2000, começa a chegar às escolas a idéia de educação inclusiva. Com isso, supõe-se que o ambiente escolar deve ser um espaço de convívio para todos os estudantes, e consequentemente o currículo, as práticas de ensino e os espaços físicos devem se adequar às diferenças. Como cada estudante traz suas especificidades, a escola se transforma um pouco cada vez que um novo aluno é matriculado, tenha ele deficiência ou não. Mas o paradigma da inclusão, que marca o momento atual, não é ainda uma efetividade, representando mais uma direção para a qual trilhar. Aqui, diferença e deficiência são características que beneficiam rotinas, clima e cultura escolar como um todo.
Os paradigmas adotados nas escolas refletem transformações na legislação brasileira. Em 1999, no texto da Política Nacional de Integração de Pessoas com Deficiência, por exemplo, a pessoa com deficiência era definida como alguém que tinha uma “perda ou anormalidade que gera incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano”.
Em 2015, a Lei Brasileira da Inclusão (LBI) deixa clara a mudança paradigmática no entendimento da inclusão. No texto, pessoas com deficiência são entendidas como “aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas” (grifo meu).
Nesse novo entendimento, a pessoa com deficiência deixa de ser “anormal” ou “especial”, e passa a ser vista como cidadã como qualquer outra. A grande novidade é que a responsabilidade de derrubar as barreiras que impedem a participação dessas pessoas é da sociedade (que, diga-se, foi quem as construiu), e não das pessoas com deficiência. Como diz a professora Selene Penaforte, do Ceará: “Quanto menos a escola for deficiente, menos também os estudantes serão deficientes”.
A LBI faz um convite a toda sociedade, pessoas com e sem deficiência, para a construção de uma sociedade brasileira mais equânime e ciente do valor de sua diversidade. As demandas da educação inclusiva fazem um convite às comunidades escolares para a construção de uma educação que melhor atenda às demandas únicas de cada um de seus estudantes. Vamos responder a esses convites?

*Gabriel Limaverde é especialista em gestão das diferenças, filósofo e mestre em educação e ética. Viveu por mais de dez anos em Moçambique, onde trabalhou como educador e gestor de projetos educacionais. Atualmente integra a equipe de ‘Educação e Cultura da Infância’ no Instituto Alana.
[Fonte: Conexão Planeta]

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A educação dos filhos e a Bíblia !!!


Os dias atuais são assuntos comum as famílias, também são comuns os repetidos discursos da maioria dos pais elencando sua lista de dificuldades na criação adequada dos filhos, muitos põe a culpa nas leis modernas que dão muita liberdade e muitos "direitos" aos infantes, outros dizem que os tempos mudaram e que hoje é impossível ensina-los corretamente, pois os pais perderam a autoridade. O fato é que realmente os tempos mudaram, como outros tempos anteriores a nós mudaram e certamente os tempos posteriores a nós mudarão também, e que ótimo que hoje os jovens tem direitos, é assim que deve ser, hoje são considerados pessoas, sujeitos de direitos iguais aos demais, agora a perca de autoridade, ah ... sim... essa questão requer um entendimento primeiro da vida pessoal e familiar de cada um, como eu enxergo o exercício da autoridade, qual é didática que aplico na minha vida familiar, os filhos são nossa continuidade, de certo que se educamos com violência, eles aprenderão a violência, se educamos com autoritarismo, eles aprenderão o autoritarismo, se educamos com relaxamento, eles aprenderão o relaxamento, se educamos sem ordem, eles aprenderam a desordem, mas se educamos com amor, respeito, doutrina e bons exemplos, isso os fará libertos e preparados para uma vida de justiça, repetindo o amor, o respeito, os bons exemplos, respeitando hierarquia e doutrina, sem a necessidade de imposições e muito menos, uso de força, poderão discordar mas o farão com respeito.
Nesse contexto trago aqui, algo de maior valor, fonte absoluta de informação e sabedoria, porém ignorado por muita gente quando se trata de sua vida pessoal e familiar e pouco ou nunca consultado quando se trata de educar filhos... A BÍBLIA !!! Interessante como as instruções são completas e absolutamente corretas e claras, logo pesquisei e separei algumas passagens que nos servem de fonte para as respostas que procuramos, podemos chamar isto de receita (porque não) pois o resultado de seguir esta iluminadas passagens certamente nos trará ganhos absolutos em nossa relação com os filhos... são 6 (seis) citações, boa leitura, inspiração e atitude ...

1- GÊNESIS 2:24 "Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne".

- A cumplicidade entre o marido e a esposa é algo que dá segurança aos filhos. Eles percebem quando os pais se dão bem, que existe amor e respeito na relação. Além de trazer paz para o convívio da família, será o principal exemplo que os filhos terão de como se relacionar com outra pessoa no futuro.

2- PROVÉRBIOS 22:6 "Educa a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele".

- Educar um filho é a responsabilidade dos pais. Escola, igreja ou outra instituição estão para os pais como um suporte, uma ajuda. Os limites são estabelecidos pelo pai, mãe ou responsável legal.

3- DEUTERONÔMIO 6:6-7 "E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te".

- Mais uma vez uma passagem que nos diz que devemos ensinar nossos filhos. Além disso, podemos observar a importância de estar presentes na vida deles, aproveitando o tempo com atividades que deixarão boas lembranças no decorrer do tempo.

4- TIAGO 1:19 "Todo homem tem que ser rápido no ouvir, vagaroso no falar, vagaroso no furor".

- Quem não tem vontade de estourar quando um filho adolescente bate a porta do quarto ou responde de forma grosseira? E as crianças pequenas que não sabem como uma bola batendo insistentemente na parede pode irritar qualquer um? Respirar fundo, acalmar-se e estar aberto ao diálogo é uma boa forma de se conectar amorosamente com o filho. E mais uma vez, ser o exemplo de equilíbrio que as crianças e adolescentes tanto precisam.

5- JOÃO 15:19 "Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia".

- O mundo tem muitas coisas a oferecer aos nossos filhos. Porém, muitas delas são destrutivas. Drogas, crimes, uma vida com luxúria e sem limites morais podem ser atrativos para os jovens. Podemos criar costumes familiares, alicerçados no amor, na honestidade, na oração, na frequência à igreja e até no estudo da Bíblia, que irão desestabilizar qualquer influência da mídia ou de colegas. Assim ensinaremos nossos filhos a estarem no mundo, mas não pertencerem a ele.

6- COLOSSENSES 3:20-21 "Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor. Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo".

- Aqui vemos que os filhos têm obrigações com os pais.Porém, os pais também têm com os filhos. Uma fala cheia de nervosismo, gritos e impaciência minam o bom relacionamento. São atos que podem causar mágoas e tristeza para ambos. A disciplina com repeito dá mais resultados do que a disciplina imposta com violência física ou moral.

Por
Lincoln Carvalho, Consultor e Orientador Social.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Fale com as crianças e adolescentes sobre assédio sexual antes que as primeiras dúvidas apareçam

Um levantamento realizado nos Estados Unidos mostrou que um a cada seis meninos e uma a cada quatro meninas sofrerá abuso ao longo da vida. E, segundo a ONG Childhood Brasil, que combate a violência sexual contra menores, apenas 10% das vítimas não conhecem os criminosos.
“Evitar o assédio sexual contra crianças exige o enfrentamento de tabus”, diz a psicanalista Rose Miyahara, coordenadora de formação do Centro de Referência ás Vítimas de Violência Sexual do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo. “Um deles é o fato de que pode, sim, surgir na família. É preciso ficar de olho.” Segundo ela, abusadores normalmente não conseguem esconder os sinais mais discretos, como olhares ou declarações em que forma e conteúdo não combinam. É quando um tio, por exemplo, diz: “Que bundinha linda desta menina!”, com tom de elogio pueril, mas cunho claramente sexual. Cabe aos pais, sobretudo á mãe, aceitar que isso é possível e permanecer atenta.
No lugar de entrar em paranoia e afastar as crianças do convívio familiar ou social, indica-se prepara-las para identificar o assédio, tentar pará-lo e pedir ajuda. Tal educação começa cedo, em casa. Um dos primeiros passos: ensinar os filhos a nomear as partes do corpo de maneira apropriada á idade e, ao mesmo tempo, orientá-los sobre o que é íntimo e só deve ser tocado por eles ou pelos pais, exclusivamente durante a higiene ou cuidados com a saúde. Tão logo possível, a partir dos 4 ou 5 anos, eles já podem aprender a lavar os genitais sozinhos e entender que essa é uma tarefa só deles. “Com essa idade, a criança precisa saber que seus órgãos sexuais são apenas dela e devem ficar guardados”, afirma Anna Flora Werneck, responsável pela Gestão do Conhecimento da ONG Childhood Brasil. “Deixar bem claras as noções do que é público ou privado.”
A partir do momento em que a criança passa a frequentar a casa de amigos e outros círculos sem os pais, a instrução deve ser mais direta e objetiva. Dada a gravidade do tema, abre-se exceção a uma regra mestra em educação: responder apenas aquilo que os filhos perguntam. Quando o assunto é assédio sexual, não se aconselha esperar que os questionamentos surjam. Até porque, quando isso acontece, pode ser sinal de que algo já vai mal. Nessa fase, os pais precisam deixar claro o que pode e o que não pode. Converse com a criança e explique as várias situações que indicam que alguma pessoa a está molestando.
Com a chegada da adolescência, á medida que os filhos tornam-se independentes e rebeldes e tudo ganha contorno de controle. Por isso, mantenha o diálogo aberto desde cedo. Caso o adulto tenha tanta dificuldade de entrar no assunto que o diálogo pareça impossível, ele próprio deve procurar ajuda especializada. Um estudo publicado recentemente na revista científica Journal of American Medical Association mostrou que adolescentes que conversam com os pais sobre sexo tendem a ter comportamentos mais seguros, como usar preservativos. “É importante ainda tratar o sexo como algo natural, prazeroso, sim, mas que exige cuidado”, diz Rose Miyahara. Os pais não podem ter medo de passar por chatos. Precisam, sempre que for oportuno, emitir sua opinião sobre o que é adequado ou não, impor regras e limites sem privar os filhos de explorar o mundo.
“Os jovens devem ter a garantia de que, quando estão em risco, por mais absurdo que seja o ato que eles ou os amigos tenham cometido, podem recorrer á ajuda dos pais”, afirma a especialista. Com essa certeza, estarão preparados para fugir de enrascadas. É preciso, ainda, ficar atenta aos relatos dos filhos e a mudanças bruscas de comportamento. “A criança dá sinais. Esteja aberta para percebê-los”, alerta Rose. Entre os sintomas mais comuns estão dor ou dificuldade para ir ao banheiro, infecções de urina persistentes, falta de apetite, sonolência exagerada ou apatia repentinas. Se a suspeita for confirmada, denuncie e peça ajuda. Há três canais para isso: a delegacia, o disque 100 e o conselho tutelar.
O calor do momento pode dar a sensação de certa impotência e de risco iminente. Prevenir a violência sexual, porém, é um trabalho diário e bem-sucedido na maioria dos casos. Vale a pena encarar essa tarefa.
Para começar a conversa
Filmes que ajudam a abrir o diálogo e esclarecer dúvidas sobre o assunto:
Defenda-se
Produzida pela campanha de mesmo nome, a série está disponível no site defenda-se.com. Os vídeos curtos tratam com linguagem apropriada para crianças os temas relacionados á prevenção da violência sexual, como medidas para se proteger, denunciar e também como diferencias carinho de abuso.
Indicação A partir de 5 anos.
Que abuso é esse? E que exploração é essa?
Fruto da parceria ente a ONG Childhood Brasil, que combate a violência sexual, e o Canal Futura, os vídeos (publicados no YouTube) mesclam diálogos simples entre bonecos, em um cenário que remete a uma vila, com entrevistas com especialistas no assunto. É excelente tanto para tirar dúvidas dos adultos como para ajudar as famílias a abordar o tema.
Indicação A partir de 12 anos.
Homens, Mulheres & Filhos
Centrado em um grupo de alunos de uma escola e seus pais, o filme, do mesmo diretor deAmor sem Escalas e Juno, mostra de que forma a internet pode colocar os relacionamentos em risco, a exposição aos crimes e distúrbios sexuais. Embora o assédio seja uma história secundária, o drama é uma boa oportunidade para reavaliar comportamentos e abrir o diálogo em casa sobre temas tão delicados.
Indicação: Adolescentes.
Confiar
Dirigido por David Schwimmer (O Ross, de Friends), o filme é um retrato fiel dos casos de abuso em que as vítimas são levadas a duvidar de que tenham mesmo sofrido violência. Uma garota á beira dos 14 anos começa a conversar online com um homem. Ele diz ser adolescente, e ela só descobre a verdade ao encontrá-lo.
Indicação: Adolescentes.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Olhos bem abertos !!!

A exploração sexual de crianças e adolescentes, infelizmente, é uma realidade no Brasil e no mundo, inclusive no turismo. Todos os anos, em diversos lugares do planeta, pessoas viajam. Seja a trabalho ou a lazer.
Por isso, o Conselho de Estocolmo, a Polícia Sueca e a World Childhood Foundation (Childhood) criaram a campanha “Resekurage”,  que significa coragem de viajante, para conscientizar as pessoas que testemunharam casos de exploração sexual de crianças e adolescentes a denunciarem. O pensamento para chegar na mensagem da campanha foi:
“Ousar reconhecer que você pode testemunhar uma situação de exploração sexual de crianças e adolescentes em sua viagem. Ousar ver e dizer o que você viu é mostrar que você tem a coragem de viajante.” 

Por isso, pedimos que mantenha seus olhos bem abertos, não só quando estiver viajando, mas caso desconfie de alguma situação de violência sexual com crianças e adolescentes, e fale o que você viu. Meninos e meninas ao redor do mundo são abusados ou explorados sexualmente, todos os dias. Se suspeitar de algo, denuncie! Disque 100, baixe o aplicativo Proteja Brasil ou entre em contato com o Conselho Tutelar ou Polícia local.
Mantenha seus olhos bem abertos! #EyesWideOpen

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Com os campeões de Jiu Jitsu

Durante moção de aplausos recebido pelos atletas de Jiu Jitsu, dá esq, para dir., Amundsen Richard, Julio Nunes e Tiago Silva, da MN Fight Center Zenith de Cajati, que nos representaram e foram vencedores no Floripa Fall International Open IBJJF Jiu Jitsu Championship no último Domingo (09-04) em Florianópolis SC.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Jogo educativo para incentivar o hábito da leitura



Por: Jéssica Mattoso da Fonseca e Denise Rios Vahrenkamp

Você acha que ler é importante para a educação dos seus filhos, mas eles só se interessam por joguinhos em computador e iPad? Pais que desejam formar crianças leitoras estão começando a entender que a tecnologia pode ser grande aliada na educação. Foi pensando nisso que criamos o Devoradores de Livros, site de incentivo à leitura, que ensina, estimula e diverte, além de complementar o ensino infantil.
A plataforma faz uso da tecnologia aplicada à educação literária, é voltada para séries iniciantes e funciona assim: ao ler um livro na biblioteca, em casa ou no tablete, a criança procura se o quiz da obra está disponível (há uma lista bem grande no site), a criança, então, responde ao jogo de perguntas e respostas sobre o livro, e é premiada, virtualmente, de acordo com o seu desempenho. À medida que vai acertando as questões, o leitor pode trocar as “moedas” que ganhou por acessórios para turbinar seu avatar [mascote].
O site foi criado a partir da nossa própria experiência. Guilherme, filho da Jéssica, conheceu plataforma semelhante em uma escola alemã. Empolgado, leu mais de 50 livros em um ano e pediu para fazer quizzes de títulos brasileiros também. A vontade de ler e brincar com histórias de livros nacionais, respondendo aos quizzes, nos levou a pesquisar e buscar a conceituação pedagógica necessária para a criação de um site adequado à realidade brasileira. 
A ideia do Devoradores de Livros é trazer, em alguns anos, o maior número de quizzes para que a criança possa encontrar seu livro predileto. Hoje, cerca de 600 títulos/jogos estão disponíveis para crianças e escolas do País. A plataforma está em fase de teste em instituições da rede municipal do Rio de Janeiro. Nas escolas, com o acesso às bibliotecas e salas de leitura, a criança decide entre as várias opções de livros e pode refinar sua escolha, encontrar seu perfil e se tornar o autor de sua própria leitura. É importante que a escolha do livro seja feita livremente pela criança, de acordo com seus interesses, faixa etária e fluência. A leitura, então, passa a ser feita com atenção, pois as crianças querem ter certeza de que irão ganhar pontos ao marcar respostas corretas.
A proposta do site parte do princípio de que a leitura é uma atividade que demanda iniciação e que uma das maneiras mais eficientes de promovê-la é oferecer um “banquete” de livros às crianças. O estímulo pela brincadeira se transforma em atividade espontânea e a criança se torna devoradora [de livro] à medida que é exposta a diversos autores, ilustrações e temas, tendo mais chance de gostar do que lê.


Participação e entrevista no Programa Exporte Vale, contei toda a história do Conselho neste programa !!!

PARA ASSISTIR O VÍDEO NA ÍNTEGRA BASTA CLICAR  NA IMAGEM E FAZER O LOGIN NO FACEBOOK